Como Chegar
Av Modesto de Carvalho, 7500 Itumbiara GO

País faz bem em negociar com EUA redução em tarifas de aço e alumínio

É positiva a disposição do governo brasileiro em buscar acordo com os Estados Unidos para isentar os exportadores de aço e alumínio da sobretaxa de 50% decretada nesta semana por Donald Trump. Em fevereiro, Trump já elevara as tarifas em 25%. Não satisfeito, voltou à carga, dobrando o percentual. Os três principais países fornecedores dos dois produtos para os Estados Unidos são Canadá, Brasil e México.

Sem dúvida, quem mais perde com a medida são os consumidores americanos. Mantida a barreira, o preço do automóvel deverá subir até US$ 1 mil. A construção de uma casa terá acréscimo médio de US$ 10.900. A expansão da rede de gasodutos e oleodutos ficará mais cara, e até as latas de alimentos serão afetadas. Tudo isso porque a indústria siderúrgica americana opera com custos maiores e não tem condição de atender à demanda interna. Não é realista isolar os Estados Unidos da competição externa até surgir um novo parque siderúrgico.

Aparentemente ciente do risco, Trump diz estar aberto a negociações. O único país que continua pagando 25% nas exportações de aço e alumínio é o Reino Unido. No início de maio, Trump e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciaram um acordo de livre-comércio. No detalhe, ele é limitado, com poucos efeitos imediatos. Mas foi o bastante para Trump tentar faturar politicamente. O governo brasileiro faria bem em explorar o mesmo caminho.

Enquanto todos os fornecedores, com a exceção dos britânicos, pagarem a mesma tarifa, os exportadores brasileiros não serão muito afetados. Ainda assim, a indústria local já sentiu efeitos negativos. No primeiro mês de vigência da tarifa de 25%, as exportações de produtos semiacabados de ferro e aço caíram 30,7% em relação ao mesmo período de 2024. No primeiro quadrimestre, a venda aos Estados Unidos de semiacabados caiu 14,2%, a de aços longos 10,4% e a de aços especiais 19,1%. O problema se agravará à medida que países firmem acordos e passem a ser isentos de tarifas.

Para o setor siderúrgico brasileiro, a melhor saída seria restabelecer o acordo firmado durante o primeiro mandato de Trump. Em 2018, as tarifas subiram para 25%, mas os governos americano e brasileiro criaram cotas de isenção até 3,5 milhões de toneladas de semiacabados e placas e até 687 mil toneladas de laminados. Somente vendas acima desses limites pagavam o percentual. Até agora, a tentativa de reavivar esse acordo não deu em nada.

A preocupação não se resume a perdas nas vendas aos Estados Unidos. Existe também temor de que os produtores impedidos de exportar ao mercado americano despejem mercadorias a preços irrisórios no Brasil. Quando a maior economia do mundo espalha incerteza, as consequências negativas se multiplicam. Ao mesmo tempo que negocia com o governo Trump, o Brasil deveria se preparar para os efeitos do protecionismo americano.
Onde Estamos
Av Modesto de Carvalho, 7500 - Itumbiara/GO
Newsletter
© 2022 Açofergo. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Desenvolvido por StrikeOn.

Este site utiliza cookies para otimizar a sua experiência de navegação. Ao continuar navegando, consideramos que você está de acordo com a nossa Política de Privacidade. Para mais informações, clique aqui.

Whats