04 Julho, 2018PRESSIONADA, CSN PRECISA DE ACORDO COM CAIXA SOBRE DÍVIDA NESTE MÊS

Pressionada e com vencimentos neste mês, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) precisa encerrar as negociações com a Caixa Econômica Federal sobre a reestruturação de sua dívida, da ordem de R$ 29,5 bilhões. Do montante, um quarto refere-se a débitos obtidos junto ao banco público. Nos bastidores, as negociações têm sido mais duras por parte da Caixa do que foram com o Banco do Brasil, que tem mais relação comercial com a empresa e alongou seus vencimentos em fevereiro último. Nessa operação, o BB obteve como garantia para a transação as ações preferenciais da Usiminas detidas pela CSN. Procurada, a CSN preferiu não comentar o assunto. A Caixa Econômica Federal também não se manifestou a respeito.

Bola na rede. Na semana passada, a CSN concluiu a venda de participação societária em sua subsidiária LLC, nos Estados Unidos, por cerca de R$ 1,5 bilhão, o que traz fôlego financeiro à companhia. Outro ativo que há tempos é esperado para ser vendido é exatamente a fatia da empresa na Usiminas. A CSN chegou a sondar o mercado quando a ação estava cotada em quase R$ 11. Agora, o papel está em R$ 7.

Pênalti. Em maio, a expectativa da CSN era de que as negociações com a Caixa fossem concluídas até o início de junho. A siderúrgica buscava que as condições do empréstimo refletissem a “nova condição da companhia, de menor risco”. 

Fonte: INDA